Nunca é muito simpático conversar com as pessoas assim, pelado. Mas eu conversava com as duas mesmo assim. A Claudia Ohana e uma amiga dela, que acho que era minha amiga também, não tenho certeza. Muito mais do que o fato de todos estarem pelados, o que me intrigava mesmo era o lugar que estávamos: o ginásio esportivo daquela escola que eu estudei até colegial (ou o ensino sei lá o que, nunca decoro o nome novo destas porras). A amiga e eu é que conversávamos, a Claudia Ohana era meramente uma coadjuvante, o que é coerente com os meus conhecimentos sobre Cláudia Ohana. Aí a amiga falava "ah, porque essa coisa aí da Playboy, né? Você vai querer ter a revista?". E eu respondia que eu não, hoje em dia não é mais o tipo de coisa que me estimula. Porque hoje em dia, é muito mais importante para mim sair para jantar com a Claudia Ohana. Não sei se contando aqui parece, mas na ocasião isto soou para todos uma coisa não só madura, mas muito elegante também. O que não me impediu de pensar "mas é claro que vou procurar as fotos na internet para ver". Não sei porque, mas mesmo tendo a Claudia Ohana pelada ali na minha frente, eu queria vê-la pelada na revista. Enfim: o caso é que este foi o diálogo e, logo depois de dar a tal resposta elegante para ela, eu dei AQUELA analisada na Claudia Ohana e ela me pareceu uma delícia. Delícia mesmo e tal, como eu jamais acho, achei ou acharei que ela é. E aconteceu o inevitável desagradável: eu tive uma ereção. Agora olhando para a cena, eu acho que as regras do ginásio esportivo da escola funcionava como uma praia de nudismo: é permitido andar peladão, mas não é permitido assimilar o fato. Então eu fiquei com muita vergonha de ter uma ereção (porque, claro, isto jogou fora toda a maturidade e elegância previamente demonstrados - aparentemente esta era a questão central da coisa) e fui para o chuveiro, pensando que uma ducha fria me ajudaria a voltar para o estado molinho, enrugadinho e pouco colaborador com a perpetuação da raça humana. Depois do banho, acordei.


Escrito por Klein às 23h50 [ ] [ envie esta mensagem ]



Papai contou que votou no Kassab. O que provou para mim que ele é mais sem noção do que eu imaginava. Mesmo eu imaginando muito mesmo, desde quando ele peidou e arrotou em alto e bom som na frente do meu atual cunhado na primeiríssima visita que este fez à nossa casa, com intenção de levar sua ainda nem namorada para o cinema ou qualquer outra coisa que o ajudasse a algum dia chegar ao motel, não importa o que exatamente. Ele deve ter conseguido, porque hoje eu tenho uma sobrinha.


Escrito por Klein às 23h47 [ ] [ envie esta mensagem ]



Ah, isto é uma coisa que sempre que eu faço eu fico um pouco puto comigo mesmo. Você aí jamais diria que eu sou tímido. Acha que eu daria um bom orador, poderia me eleger deputado, fundar uma religião extrema que ao invés de orar para cruzes prefere orar para submetralhadoras, ser o cabeça de um fâ clube do Los Hermanos ou qualquer outra forma de perversão pública. Mas quando o assunto é troca de fluídos entre sexos opostos eu fico assim, meio sem reação. E isto é TÃO estúpido porque eu não tenho mais idade pra isto. Não sei o que acontece, é uma vergonha. Foi a de pedir um telefone no caso, porque dali pra frente eu tinha certeza de que ia rolar. Não pedi, já era. Não é um medo de levar um NÃO. Eu já ouvi isso antes e não liguei muito... parece um outro tipo de trava e isso me deixa puto. Porque é o tipo de coisa que a gente superaria com uns 15 anos de idade. No máximo 18. Nem é que eu ache que perdi a oportunidade da minha vida: fácil achar que poderia ter sido legal e que ela era o tipo de mulher que cortaria as unhas do meu pé ou espremeria espinhas das minhas costas. Ou que ela sabe fazer o boquete atômico, sei lá. Ao mesmo tempo, ela pode ser o tipo de pessoa que assiste novelas de época. Ou chefia um fã clube do Los Hermanos. Só se eu tivesse sido menos babaca de pedir o telefone dela mesmo pra saber. O que me irrita é isso: eu não ter sido menos babaca.


Assim, coisinha emo besta, sabe? Não gostei...


Escrito por Klein às 10h38 [ ] [ envie esta mensagem ]





Eu vi o comercial* na TV e fiquei uns 10 minutos rindo. Provavelmente uma das coisas mais escrotas que eu já vi em termos de brinquedo. Ou o segundo lugar: o cachorro da Barbie que caga (e depois pode comer a própria merda) é o meu favorito de todos os tempos. Mas não deixa de ser hilário. Porque fazer carrinhos para meninas brincarem me remete muito àquela discussão de "ah, o que tem de errado se meu filho prefere a boneca da irmazinha aos seus carrinhos" ou "que problema tem se minha filha joga bola ao invés de brincar de mamãe". Porque os tempos são outros: mulheres são pilotos de Fórmula Truck e homens compram cremes caríssimos de cupuaçu porque ouviram falar que faz bem para a pele. A gente não precisa mais pensar nas pessoas como dois polos opostos e o arco-iris tem um monte de cores entre as suas duas bordas. Blá blá blá. E ainda que não estivéssemos falando de dissociar hábitos e gostos da sexualidade das pessoas, poderíamos estar falando de justiça: já não é de hoje que meninos brincam de boneca se você considerar que os bonecos Falcon, pais dos G.I. Joes, foram assumidamente uma tentativa dos fabricantes de brinquedos de criar o que seria uma boneca para meninos. Se meninos podem brincar de boneca, meninas podem brincar de carrinho.

Então chega um cara muito criativo da indústria de brinquedos e se diz muito politicamente correto e contra a visão opressora do machismo. E vamos deixar as meninas brincarem de carrinho. E aí eu penso que elas tem que brincar de carrinho mesmo e curtir uma experiência ao volante. Bem, a gente pode fazer isto: as meninas podem dirigir seus carrinhos por um looping, super radical. Desde que seu destino final seja o shopping center. Já consigo imaginar o círculo vicioso: mães saem de casa, pegam a avenida principal, viram à direita depois da farmácia, passam pelo looping e chegam ao shopping, onde comprarão a pista Polly Wheels para suas filhas. Filhas estas que um dia serão mães e sairão de casa, pegarão a avenida principal...

(Outra coisa que me perturbou é que eu já tinha ouvido falar das bonecas Polly, mas sempre achei que fossem um genérico de Barbie. Não é. Não são geneticamente compatíveis, não da para brincar das duas ao mesmo tempo. Só se você estiver brincando de Barbie na Ilha da Fantasia. Ou então brincando de versão lésbica de Histórias Que Nossas Babás Não Contavam).


* - desculpem, não achei o comercial propriamente. Nem me esforcei muito para procurar, verdade seja dita...


Escrito por Klein às 21h45 [ ] [ envie esta mensagem ]



Na verdade acho que pouca coisa foi realmente genial em termos de letras no rock nacional. Do meu ponto de vista. Aquela coisa que consegue ser genial, criativa e sem parecer pedante. Nessas a gente já joga Renato Russo no lixo porque ele soa pedante. Assim EU SOU UM POETA. Uma coisa estilo sou uma pessoa intensa e aquela sofrimento todo com metáforas indecifráveis me dão um desespero que me enche de vontade de virar do avesso e mostrar ao mundo o meu intestino fedido. Pra mim só dois erraram muito pouco em termos de letras: Cazuza e Los Hermanos. São coisas rebuscadas na medida certa, às vezes pedantes mas, com metáforas e temas tão bem sacados, que a gente (ou pelo menos eu) não se importa. (Nem gosto muito de ouvir Cazuza, mas acho o cara bom!) Alguns outros tiveram os seus momentos de genialidade, mas também erraram mais do que acertaram. Raul Seixas tem os seus momentos de genialidade, mas também tem os seus momentos de não tomo banho e vivo chapado, que é outra coisa muito mala de se fazer. (Alguém que eu conheço lembra de cenas do enterro do Raul Seixas e me contou que tinha um monte de gente jogando tijolinhos e cigarrinhos de maconha lá dentro). Particularmente eu acho foda quem consegue ser genial sendo simples. Eu adoro algumas letras do Roberto Carlos e daquela merda toda de Jovem Guarda, eu realmente vejo beleza naquilo, de tão simples que são as coisas que foram escritas praquelas músicas. Mas entendo quem não acha. O Roberto e Erasmo em especial foram muito cara de pau no começo da carreira deles. "Todo mundo olhou me condenando / Só porque eu estava amando" e "Quanto tempo longe de você, quero tanto lhe falar / A distância não vai impedir, meu amor de lhe encontrar" são dois exemplos da maior cara de pau possível: criar rimas com tempos verbais iguais no fim das frases. Ouvi falar que isso chama rima pobre. Mas de resto, são coisas tão simples e prosaicas que fica divertido. Eu amo coisas prosaicas e acho que Detalhes é uma música do caralho justamente porque tem estas imagens quase chucras do tipo "duvido que ele tenha (...) os erros do meu português ruim". Não acho fácil bolar uma imagem destas! Mas enfim: dou toda razão pra quem diz que isto é uma merda. Apesar de achar que não exista alguém que não goste: todo mundo gosta de coisa brega. Quem diz que não, é porque se tranca no banheiro para ouvir escondido do mundo. Com um dedo enfiado no cu. Ultraje a Rigor pra mim é genial e, quando alguém diz pra mim que não é, eu penso naquela coisa Chaves de que "só os inteligentes podem ver". Não que eu me ache inteligente pra caralho, o que eu acho, na verdade, é que ninguém dedica 2 minutos que sejam pra pensar no que uma música deles está falando. Tipo Nada a Declarar, que marcou um tipo de volta da banda à mídia há uns vários anos atrás. Nego queria ouvir ela no rádio só porque alguém falava "cú" (sic) no refrão. Ninguém prestou atenção que a letra toda sacaneava, justamente, quem gostava de uma música só porque ela falava "cú" (sic). E é especialmente bacana isto considerando que ela foi lançada mais ou menos na época do auge do "pagode de superfície", tipo É o Tchan e outras dancing-cú-bands. Lembro de uma entrevista do Roger em que ele dizia de algum disco da banda que recebeu uma crítica por não ter letras tão engraçadas quanto as dos álbuns anteriores. Ele se defendeu dizendo que nunca foi a idéia dele ser engraçado, só bem humorado talvez. Mas acho que só os inteligentes podem ver isto.


Eu pensei nisto tudo porque eu sempre penso que eu devia fazer e gravar umas musiquinhas. Sem pretensão demais, só pra me divertir mesmo. Aí quando tento escrever algo, acho que tudo o que eu escrevi é uma merda. Depois tento me incentivar pensando "mas tem tanta coisa pior e que nego ainda faz se levando a sério".



Escrito por Klein às 11h11 [ ] [ envie esta mensagem ]



Eu digo:
Me passa seu telefone!
Eu digo:
Acabei de descobrir que eu não tenho
Ela diz:
passo, mas nem vou mais a sp =(
Ela diz:
XX-XXXX-XXXX
Eu digo:
Ta de sacanagem?
Eu digo:
Sua vaca!
Eu digo:
Eu já tava pensando em sair daqui e comprar o ingresso no caminho...
Ela diz:
eu não sou vaca
Ela diz:
filho da puta fopi o desgraçado que me limou da van
Eu digo:
Achando que ia ser o evento esportivo do ano. Pela questão da galhofa...
Ela diz:
o cara simplesmente me tirou
Eu digo:
Se eu fosse vc, só de raiva, não dava pra ele!
Ela diz:
nem vou, né
Ela diz:
quero que ele morra com um poste enfiado no cu
Eu digo:
Não dava pra mais ninguém!
Ela diz:
aí é demais, né?
Eu digo:
Puniria o mundo todo pelo erro de poucos!
Eu digo:
E venderia livrinhos "O que é Karma?" na avenida paulista.
Eu digo:
Isso sim é punir o mundo!
Ela diz:
hahahhahahhahaha
Ela diz:
ou me lançar como cantora
Ela diz:
acho que ISSO SIM seria punição
Eu digo:
Vc podia ser uma cantora e que não da pra ninguém. A punição master!
Eu digo:
Só não digo para ser cantora, que não da pra ninguém e vende livrinhos "O que é Karma?" porque as discípulas do Inri Cristo já existem.
Ela diz:
e vegan
Eu digo:
Se eu fosse vegan, organizaria um protesto na rua só para carregar uma placa "Deixem os ovos viverem!"


Escrito por Klein às 22h41 [ ] [ envie esta mensagem ]



Na verdade, nem sei se estarei em São Paulo no dia das eleições


Karas, vamos enviar a barata gigante!


Eu gosto. Da Soninha. E dou o braço a torcer: da vontade de votar nela. Decidi que para o mês de setembro eu daria o braço a torcer para só duas coisas: uma delas é que eu tenho vontade de votar na Soninha e a outra é que o disco novo do Metallica é realmente bom. Dar o braço a torcer para duas coisas por mês é suficiente para me fazer parecer uma pessoa humilde, então espero que o Raikkonen se foda na corrida de amanhã porque não quero correr o risco de dizer que ele é tão bom quanto Hamilton, Massa ou Alonso. Mas enfim: a Soninha sabe que não vai ganhar a eleição. Todo candidato pequeno sabe disso e o discurso do "eu tenho chance sim" é um marketing necessário. Minha cabeça de formado na ESPM: tudo é estratégia de venda, tudo é conceito de produto e tudo é conceito transmitido na comunicação. Se você quer saber por que então estes caras se candidatam, eu digo que é para promover seus partidos e as ideologias destes (o que a gente sabe que não existe, porque todo mundo é mesmo meio igual por aqui). Afinal de contas, quem deixaria de promover o seu partido ou o que quer que você tenha para vender tendo à disposição um tal de horário gratuito em horário nobre em todos os canais de televisão? Você aí tem idéia de quanto custaria para interromper as peripécias da Donatela* para dizer "compre Batom"?

A meu ver a Soninha se destaca entre os outros candidatos pequenos porque ela parece efetivamente saber falar de tudo um pouquinho. Parece que ela estudou, o que não parece que outros pequenos fizeram. Ou então estes tempos dentro da câmara fizeram bem a ela. Quando a gente ve político que chegou lá porque era alguém na TV já fica meio puto porque sabe que a câmara VAI ser cheia de gente como Enéas Filho (que não é filho do falecido Enéas - deixem os mortos em paz!), Sérgio Mallandro, Léo Áquila (sob o genial bordão "Não sou macho, mas sou homem"), Kid Bengala (aqui em São Paulo mesmo, não em Itamaracá) e Salete Campari (tipo, QUEM?). Nesse sentido a Soninha me surpreende porque de apresentadora da MTV a gente espera aquela chatice de consciência jovem plantar árvores para salvar o meio ambiente e desligar a TV para ler um livro mas não sem antes assistir ao nosso intervalo comercial ou até uma coisa "vamos colocar bebedores de Coca-Cola em todas as escolas e tornar obrigatória a eleição anual de rainha do baile". A Soninha propõe muito pouco ou nada, ela só critica mesmo (que é o papel de candidato pequeno promovendo partido pequeno), mas ela tem críticas até consistentes e tenta sair um pouquinho do óbvio. Achei interessante quando ela quis trazer a pauta das dificuldades de se trabalhar dentro do legislativo municipal. Porque é uma coisa que ninguém fala mesmo, mas existe e é importantíssimo.

Não sei se chega a dar para votar nela. Não acho que ela pretende ser prefeita mesmo. Não agora, pelo menos. Acho que rolaria muita boa vontade mas falta de capacidade administrativa. Ela é muito idealista, é um fato. O que a meu ver que ela pode ser melhor em cargos legislativos que executivos. Mas, por outro lado, a gente vai votar em quem aqui em SP? A Marta fala demais e a prefeitura dela foi tosca, quem efetivamente viveu em São Paulo nestes tempos e tem um mínimo de discernimento sabe que ela fez muita coisa, mas que foi tudo de qualquer jeito. O Kassab, como se fosse pouco ser do PFL, caça o dono do puteiro quando avião cai (dono do puteiro este que, sem seu puteiro, resolveu que também VAI estar na câmara). E o Alckmim, bem, ele é Opus Dei, e é contra meus princípios votar em gente que manipula albinos.

X - X


Por fim, quero repetir aqui algo que disse lá pra Mary. Que ela comentou sobre a mania do Maluf de falar sobre si mesmo em terceira pessoa. Ele diz "O Paulo Maluf fez mais obras com menos dinheiro", etc. E ela comentou o momento do debate em que ele inovou, citando seus netos na platéia e passando a dizer "o vovô Paulo fez mais obras com menos dinheiro". Eu acho genial: quando ele se refere a si mesmo em terceira pessoa, ele está claramente separando a pessoa da figura pública. E a afirmação vira uma maneira de firmar Paulo Maluf enquanto mito. É uma frase para você ser capaz de repetir sem pensar: "Paulo Maluf fez mais obras com menos dinheiro". A partir do momento em que passa a ser o "vovô Paulo", ele põe uma característica mais humana no mito Paulo Maluf. Apela para o seu emocional porque todo mundo gosta do vovô. Talvez mais ainda se o vovô for o cara que, além de te levar para pescar no ribeirão aos domingos, fez a Águas Espraiadas, o túnel Airton Sena e pos a Rota nas ruas. Todo produto é muito melhor quando mexe com o seu emocional. Como eu disse lá também, ninguém quer cartão de crédito que taxa de juros mais baixas... a gente quer o cartão de crédito que te da tempo para ter "as coisas que o dinheiro não compra", por exemplo.


* - Mamãe tem assistido novela da 9. Talvez a sua mamãe aí sempre tenha assistido novela. Eu te conto que a minha mamãe NUNCA assistiu novela na vida sob a alegação de não ter tempo e de ter afazeres domésticos. Para mim é uma grande novidade. Aí quando eu vou visitá-la, ela faz comentários do tipo "ontem eu não vi a Donatela". Diz isto no meio de outros assuntos, como "estou investindo para ampliar meus negócios" e "seu pai está com este e aquele problema de saúde" e atribuindo a tudo exatamente a mesma importância.


Escrito por Klein às 17h38 [ ] [ envie esta mensagem ]




apresentando: mesa de parto.


Ainda sobre esta coisa de esportes e exercícios físicos. Que é muito engraçada quando a gente analisa friamente. Nada mais é que um bando de humanos disputando força, é claro. Não sou antropólogo e nem nada, mas acho que essa porra começou naquela época em que os humanos da idade da pedra desistiram de caçar alfaces e passaram a caçar vaquinhas, ovelhinhas, franguinhos e uns aos outros. Quem conseguia mais era o melhor macho, então pegava mais mulher. Na raiz de todos os problemas do mundo ta isso aí: pegação. Aí outro jeito de demonstrar força são os esportes, que nada mais é que demonstrações das habilidades de caçar coisas que não são alfaces. Ainda antes disto deve ter tido o problema daquele humano que descolou um mamute morto, pegou um cipó ou merda que o valha e inventou a primeira tanga do mundo, escondendo seu pau da luz do dia. Se ele não tivesse escondido seu pau, toda a disputa seria baseada em centímetros, e não em quantidade de animais mortos ou, alguns anos mais tarde, o maior número de bolas no fundo da rede. Vejam que mesmo hoje em dia, quando pega mal um país botar pra quebrar dentro de outro por causa de petróleo, independência étnica e estas coisas, a expressão da força ainda tenta se dar pelos esportes: União Soviética contra Estados Unidos, um clássico dos anos 80. Recentemente, China contra o planeta Terra, apesar desta coisa de se sobrepor pelos esportes andar meio fora de moda na minha opnião, mas a China é mesmo um país cafona e acho que eles dominam mais coisas com suas porcariazinhas estilo R$ 1,99. Tudo é sobre ter centímetros suficientes para praticar pegação mesmo, todo um lance de virilidade. Mas nem tudo acabou se tornando tão viril quanto deveria não e algumas coisas atestam contra a pegação. Porque você vai à academia de musculação e todo mundo ta lá super bonitão, mostrando braço grande suficiente para levantar um automóvel e as menininhas de top e calça de lycra enfiada no cu. Tudo bem que calça de lycra enfiada no cu não é mais aquela coisa que me deixa ligadão toda vez que eu vejo, eu já superei esta adolescência quando qualquer alusão que fosse a um buraco produzia uma ereção. Você leu sobre o buraco da camada de ozônio?, e, pronto, você tem uma ereção. Meus 15 anos já foram embora, já faz uns 14. Voltando à academia de musculação: todo mundo super excitante, mas aí você começa a fazer qualquer exercícios e todo mundo faz aquela cara. De quem está fazendo mais força do que devia. O cara põe um som com batida forte para empolgar a galera, mas a galera continua com a mesma cara de quem faz mais força do que devia. Vira um tipo de rave que todo mundo tem prisão de ventre, e não da pra rolar uma pegação no meio de um surto de prisão de ventre. Depois de mostrar ao mundo como exatamente é a sua cara numa prisão de ventre, vem o instrutor e diz que você vai fazer a rosca. E eu digo adeus à virilidade. Ele explica que eu vou ter que fazer a rosca no aparelho e me mostra em que aparelho. E é alguma coisa tipo uma mesa de parto: fazendo a rosca na mesa de parto com cara de prisão de ventre na rave. E chamando isto de ser viril. Não foi assim que me ensinaram na escola. Então, o lugar onde eu queria chegar, é a afirmação de que eu ainda não entendi o sentido da academia de musculação e dos outros esportes. Ainda assim, eu continuo fazendo.

No mais, eu também não entendo uma maratona. Um monte de gente correndo para chegar num lugar onde não vai ter cerveja, mulher pelada ou distribuição aleatória de dinheiro. Entendo menos ainda aquelas corridas em pistas dentro de estádios, porque além de não ter nada na chegada, muitas vezes a chegada é no mesmo lugar que você estava. Não entendi como um salto duplo carpado pode mudar o curso da humanidade e, por fim, eu repito a pergunta que a gostosona que me esnobou no dia do meu próprio aniversário uma amiga fez certa vez: qual é o processo e a experiência de vida que leva alguém a um dia resolver: "quando crescer, quero ser uma pessoa que salta com vara"?



Escrito por Klein às 20h28 [ ] [ envie esta mensagem ]



Deixa eu explicar isto para vocês porque já faz duas semanas que estou nessas e eu fico escondendo isto de vocês. Que agora eu faço exercícios físicos. E você aí, que me conhece pessoalmente ou me le há algum tempo me pergunta: até quando vai durar esta farsa?. Não sei ao certo, mas eu decidi tentar. Se você perguntar para o médico, ele vai dizer aquilo de que a minha glicemia ainda está dentro do normal mas é alta para a minha idade. Isto por sua vez preocupa aqueles que lembram o histórico de diabete na família e ninguém aqui quer amputar uma perna como o tio teve que fazer ano passado. Aí eu fui à academia num certo dia definido como o primeiro fazer uma tal de avaliação física. O que fundamentalmente consistiu em afirmar que eu estou podre, mas ao invés de simplesmente explicar como eu mesmo sempre fiz, o avaliador físico usa como argumento um medidor de gordura e uma fita métrica. Você é podre em 40cm e 32kg do seu corpo, este tipo de afirmação científica. No final da avaliação física ele vem com uma ficha para preencher e me pergunta qual o objetivo do meu treinamento. Tinham umas opções como saúde, bem estar, condicionamento físico, etc. Respondi que era para ficar gato e pegar mulher, mas não tinha esta opção na ficha. Têm coisas que medidores de gordura e fitas métricas não sabem responder, como tudo o que segue na linha do mas de onde diabos vêm os bebês?


Não sei é se eu vou chegar naquele estágio em que a gente faz amigos na academia. Onde eu faço é na academia para funcionários do circo, então é diferente de uma academia normal. Eu não preciso saber falar três frases sobre creatina para iniciar uma conversa. A dificuldade é que eu não ando com aquela facilidade toda para fazer novos amigos, mas vamos deixar este assunto para algum momento mais crise existencial.


Escrito por Klein às 19h30 [ ] [ envie esta mensagem ]



To eu ali no meu hotel preferido de todo este país: o Crente Louca´s Inn. Lavando a louça das minhas terríveis experiências culinárias, vida de solteiro morando sozinho, panelas, pratos e garfos imundos das porcarias que eu como habitualmente como ossos de animais não identificáveis , restos de pêlos e um pouco de pixe. E eu noto que em cima da pia tem mais um vazinho de planta. O que eu sempre notei, mas não assimilei. Uma coisa como fórmula de báscara: você até sabe que tem, mas não quer realmente incorporar aquilo para a sua vida. Não é aquela coisa que você está na praia metendo com a Salma Hayek e você canta ao pé do ouvido dela "então, broto, x1 é igual a menos B mais ou menos raiz de...". Só que desta vez acho que resolvi assimilar a planta porque ela parecia estar bem morta, muito morta mesmo. Os ossos, pêlos e pixe no meu prato tinham mais vida que aquela planta. E eu entendi então que a sra. Crente Louca passa neste lugar quase tão pouco quanto eu, mas faz questão de ir substituindo as plantas à medida em que elas morrem. Um genocídio vegetal, chamem o Ibama, cancelem a pizza de calabresa, etc. Então resolvi que vou tomar uma postura ativa com relação a isto e tentar cuidar deste pingo de vida e esperança que sempre aparece na cozinha. Peguei a planta e joguei uma água nela. Lembrei também daquele papo de que conversar com a planta ajuda no desenvolvimento. Tipo mulher, que não para de falar, não é machismo: é simplesmente um fato que as mulheres tem um apelo mais verbal que os homens. Assim como as plantas. Aí eu peguei a planta e expliquei nestes termos: "minha filha, tão querendo te foder! todas que ocuparam este posto antes foram mortas, mas vou ver se quebro teu galho". Botei a plantinha no parapeito da janelinha da cozinha pra ver se ela toma um pouco mais de luz.


Escrito por Klein às 14h01 [ ] [ envie esta mensagem ]



Enquanto eu praticava o ato do xaveco:

Eu digo:
Eu era muito esquisito de óculos
Eu digo:
E to perigando de voltar a usar. Já to míope pra caralho em uma das vistas
Ela diz:
EU tb... mas to vendo algum com uma armação menos séria, pq eu, com armação preta, fico a encarnação definitiva na nerdice
Eu digo:
Mas é meio cool ter cara de nerd, vc sabe, né?
Ela diz:
ah, não... quero ter cara de descolada
Eu digo:
Bom, eu já desisti de parecer descolado. Eu sei que eu não sou
Eu digo:
Além do mais, é uma pose que não cola comigo: a gente meio que se conhece por causa dos amigos da internet. Então, descolado, a gente não é
Ela diz:
HAHAHAHAHHAHAHAHAHA
Ela diz:
mas ninguém precisa saber disso. A gente pode inventar uma historia
Eu digo:
Ta bom. A gente tava na BALADA, eu MANDEI UMA IDÉIA pra você e a gente se beijou. Beleza?
Ela diz:
Não
Ela diz:
horrivel
Ela diz:
a gente estava naquele evento do Odeon... qual o nome mesmo? Passa filme a madrugada inteira...
Eu digo:
Nossa, em maratona de cinema? Isso é coisa de nerd! Ta vendo como a gente não consegue parecer descolado?
Ela diz:
Hahahahahahahahahaahahahahahahha
Ela diz:
merda
Ela diz:
Tá, então somos nerds mesmo. E o que a gente faz com isso?
Eu digo:
Compramos nossos óculos com aro preto e passamos a noite de sábado jogando RPG. O que mais?
Ela diz:
RPG jamais
Eu digo:
O pior é isso: existem vários tipos de nerd
Ela diz:
É É?
Eu digo:
Tipo: eu realmente acho que sou nerd, mas não do tipo de que joga RPG
Ela diz:
Isso aí é nerd demais ... nunca nem me aproximei de um rpg... nós, entre os nerds, somos descolados
Ela diz:
Eu uso até all star de oncinha.
Eu digo:
Eu joguei RPG uma ou duas vezes quando era moleque. Tipo uns 14 anos, acho.
Eu digo:
RPG é que nem Los Hermanos
Eu digo:
Até que é legal... o problema não é o RPG ou o Los Hermanos.
Eu digo:
O problema são as pessoas que gostam destas coisas


Deixando claro que eu adoro Los Hermanos...



Escrito por Klein às 13h36 [ ] [ envie esta mensagem ]



O incrível roteiro turístico nada preconceituoso do Lixomania
episódio de hoje: Salvador ou "Michael, eles não ligam para nós"



Tenho certeza de que é para isto que as pessoas tomam sol. E pintam o cabelo de preto. É para poder ir a Salvador. Porque eu, nórdico, loiro e branquelo, não escaparia impune às ruas do centro histórico de Salvador. E eu fico pensando que, às vezes, também é duro ser branco neste país*. E a gente pensa em como não fazer cara de turista neste tipo de condição e não acha uma solução. Talvez se eu passasse betume na minha cara, fizesse tererê e botasse camiseta do Olodum, mas não quis tentar. Enfim, a afirmação que está em jogo neste parágrafo é só a seguinte: em nenhum outro lugar do mundo eu fui tão perturbado quanto nas ruas do centro histórico de Salvador.

Quando você chega lá e nestas condições, a primeira sensação é de estar participando de uma corrida de Fórmula 1. Salvador seria o Pit Lane. Se você encosta o seu carro no Pit Lane, antes que você sequer perceba, alguém vai abastecer teu carro e trocar os 4 pneus antes de você ter tempo de se perguntar se é mais fácil uma cegonha te trazer um bebê ou você simplesmente procurar por um dentro de um pé de repolho. No centro histórico de Salvador é igualzinho: antes de você perceber, alguém já amarrou uma fitinha do Senhor do Bonfim no seu braço e colocou um pingente de gosto duvidoso (com um berimbau, anjinho ou algum símbolo indecifrável) em volta de seu pescoço. Também na Fórmula 1, você ouve pelo rádio quantas voltas faltam ou a diferença de tempo para você alcançar o próximo carro e, para isto, também existe um paralelo nas ruas de Salvador: alguém falando insistentemente sobre o quanto o baiano é gente boa.

(E isto de alguém precisar dizer tantas vezes o quanto é gente boa é mais ou menos como a mulher que diz o quanto é liberal. O quanto é boa de cama e o quanto gosta de trepar. São as que geralmente tem muita destreza para fazer crochê assistindo novela e só para isto mesmo.)

Eu estava na parte de cima do elevador Lacerda. Só naquela coisa contemplativa de oh, a vista, o mar. Aí colou esse baiano gente boa em mim e, depois de explicar o quanto ele era gente boa e colocar todos os penducaralhos que ele tinha em mim, perguntou se eu era paulista ou carioca. Expliquei para ele que eu era paulista *PORÉM* pobre. Tentando trabalhar na lógica dele.

- Então faz um pedido pelo Corinthians! - disse amarrando uma fitinha do Senhor do Bonfim no meu pulso.

Fiz um pedido pela mãe dele. Depois disse que ia ajudá-lo (sic) e dei R$ 1,00 para ele me deixar em paz.

Deu certo. Por uns 2 minutos. Quando outro baiano gente boa colou em mim. E com todo o seu papo sobre que prédio ali foi o que na história do Brasil, perguntando se eu era paulista ou carioca, amarrando todos os seus penducaralhos em mim e, claro, ressaltando o quanto o baiano gente boa era gente boa. Tudo o que eu pensei é que tinha esquecido de passar o meu repelente de seres humanos: tudo o que eu queria era andar. Sozinho. Carreira solo. Músicos contratados. Nenhum deles do Olodum, inclusive. Quis convencer ele a me deixar em paz, quis dizer a ele que eu não escovava os dentes, que tinha frieiras por todo o corpo e que antes de sair de casa eu sempre esfregava merda de baixo do suvaco. Que eu era este tipo de gente. Então não merecia conhecer as maravilhas do centro histórico de Salvador. Não mereceria nem as maravilhas do Capão Redondo, se fosse o caso. Mas nada disto faria eu parecer mais desagradável do que ele mesmo já era, então nem falei nada disso. Me mantive só no argumento de que não tinha dinheiro mas, diferente do baiano gente boa anterior, este aí não se intmidou muito com o meu voto de pobreza.

Tive que deixar ele me levar para onde ele queria, não teve muito jeito. E o cara vomitando para mim um monte de informações sobre as quais eu não estava interessado sobre todos os lugares por onde andávamos. Achei que alguma hora eu fosse me interessar: de repente ele diria qualquer coisa que envolvesse mulher pelada. Mas não rolou. E eu não absorvi muita coisa do meu intrépido guia turístico. A única coisa que eu lembro foi dele me dizer uma ou duas vezes quando estávamos já no pelourinho:

"- Foi aqui que gravaram Gabriela Cravo e Canela, que Lázaro Ramos compô o Paió e que Michael Jackson gravou o clipe dele.

Ah, o Michael Jackson. Que escreveu algo na história de Salvador. O típico cidadão baiano, um acarajé em forma de gente. Eu diria: mais um baiano gente boa.

Dei uns trocado pra esse puto, arranquei todos os penducaralhos do meu corpo e fui correndo de volta pro hotel jurando que nunca mais voltava ali sozinho. Assim, puto da cara mesmo.


* - Ninguém aqui vai vir com aquele papinho politicamente correto encher o meu saco por dizer coisas escrotas e preconceituosas no meu blog, vai? 


Escrito por Klein às 16h44 [ ] [ envie esta mensagem ]



Na verdade existe um outro motivo mais forte que Team Fortress 2 para me fazer escrever pouco por estes tempos. Que é essa coisa da vida completamente nova de boa. Não me lembro de ter estado tão satisfeito nos últimos 29 anos com o que eu estou fazendo. Não que eu esteja aqui afirmando que achei o que vou fazer para o resto da minha vida, devo deixar isto claro: a profissão é bastante sacrificante e a gente tem que optar por coisas que outros não optam. E isto é previsão de crise existencial para o longo prazo. Não para hoje. Porque hoje estou plenamente satisfeito, como afirmei poucas frases atrás.

Satisfação plena não combina muito com blog. Blog não funciona assim: o certo era eu achando alguma coisa ruim. Aí eu vinha aqui e falava que a vida era uma merda porque o ser humano é muito idiota. O meu tipo de afirmação preferida. Floreava com algum sarcasmo e um pouco de non-sense, vocês liam e, no fim do dia, iam para casa cozinhar dobradinha para seus recém adquiridos maridos. Só que os tempos são outros. Eu não acho mais a vida uma merda. E você já não cozinha dobradinha à noite para seu marido: hoje você deixa pão, presunto e queijo em cima da mesa da cozinha para que ele mesmo faça um misto quente e você tenha tempo de assistir novela usando bobes na cabeça. Só o ser humano que continua idiota: ainda tenho esta coisa de não ter muita fé na evolução de 95% da população.

Hoje em dia eu me preocupo com outras coisas. Tem muita coisa pra fazer, mas eu ando pouco mal humorado. To pensando na casa que eu vou montar no fim do ano, que vai ter uma parede laranja na sala, piso de madeira e um chuveiro com regulagem gradual de temperatura. To pensando em estudar alemão para quando eu quiser entrar nas turnês internacionais do circo. Ao mesmo tempo que penso o que eu vou fazer se uma hora chegar à conclusão de que não quero mais trabalhar no circo. To sempre tentando antecipar passos. Estou me inscrevendo em academia porque meu "colesterol está ótimo, mas a glicemia, apesar de ainda estar dentro do limite aceitável, está alto para a (minha) idade" - lembrando que mamãe e titio são diabéticos, né? To pensando que eu gostaria de namorar, porque eu acho que preciso um pouco disto, alguém para coçar as minhas costas e reclamar das minhas frieiras, mas não tem ninguém rolando por aí. (Apesar de que namorar é depois que eu passar a pica em todo mundo e só tiver uma última na fila... as pessoas esperam que eu pelo menos finja que pense assim). Não sei se vocês entendem o que isso quer dizer, eu deixo bem explícito: pela primeira vez eu me sinto estável com relação a grana e emprego. O que eu sempre achei que tinha que conseguir antes de me preocupar com todas as outras coisas. E eu não sei escrever aqui com essa novidade toda na minha cabeça.

Mas, claro, o Team Fortress 2 também tem uma cota de participação muito significativa no rol das minhas preocupações atuais.


Escrito por Klein às 12h01 [ ] [ envie esta mensagem ]



Adoro gente que tenta parecer legal dizendo alguma coisa e acaba sendo escrota. A língua portuguesa tem uma preposição especialmente criada para isto: o "mas". Se alguém ta dizendo alguma coisa legal, bonita, poética, politicamente correta ou algum preceito de vida estabelecido pelo Paulo Coelho com um "mas" na frase, é porque a pessoa ta falando merda. Tipo a crente louca: eu chego em casa e ela está com o carro dela parada em frente à minha garagem. Está dentro do carro. E com a janela aberta conversando com fulana e filha de fulana. Como eu ainda não coloquei grade com lanças de ferro no pára-choque do meu carro, como acho que todo paulistano deveria ter, tive que estacionar e entrar a pé. Aí eu paro para cumprimentar ela e ela diz:

- Essa daqui é a fulana. Ela puxa um carrinho aqui pela vizinhança catando papelão, MAS ela é super gente boa.


Por que eu tenho atualizado pouco e, quando atualizo, são essas coisinhas sem importância? Porque eu tenho dedicado todo meu tempo livre - que nem é tanto assim - a jogar Team Fortress 2.



Escrito por Klein às 14h17 [ ] [ envie esta mensagem ]



Naquela linha do "depois reclama que a gente zoa". Porque nego da motivo mesmo. Fato verídico: to eu no bar do circo quebrando o galho de servir um pessoal. E aí tem esse senhor que era português. Em outras palavras: um ícone da piada pronta. E que devia ser meio surdo porque me fazia repetir tudo o que eu dizia. É isso, isso e aquilo, e o cara dizia um sonoro "QUE?" Dava vontade de dizer umas coisas como eu tava comendo sua mãe ontem e ela chupa meio mal só pra ver se ele dizia o "QUE?" dele de novo, mas eu não posso falar esse tipo de coisa para um cliente. Porque é indelicado. É indelicado comentar quando alguma mulher chupa mal. Enfim. Caso é que ele queria uma cerveja e eu conto pra vocês que no bar do Circo Garcia é possível servir duas cervejas. Uma clara e outra escura. Uma Sol e, outra, Xingu. E o português solta pra mim aquela do "que cerveja você tem?"

- Temos Sol e Xingu, senhor.

- QUE?

- Sol-e-Xingu--senhor.

- Ah, me dá essa mesmo.



Essa qual, oras pois???



Escrito por Klein às 00h41 [ ] [ envie esta mensagem ]




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Olá, eu sou o K. e fisicamente pareço um príncipe germânico. Blá blá blá. Todo mundo já está de saco cheio deste papo de príncipe germânico, vamos ser honestos, mas é a piada besta que acompanha este blog desde que eu o tenho e é sempre disto que todo mundo lembra. Mas na verdade esse negócio de príncipe é papo pra bundão. O único príncipe brasileiro respeitável foi, a meu ver, o Ronnie Von. Que não parece muito germânico. E também não se parece muito comigo. De qualquer forma, hoje ele apresenta um programa para donas de casa que ocupam suas tardes fazendo pirulitos de chocolate para vender na vizinhança.

Não está nos meus planos apresentar um programa de auditório para donas de casa. Nem estou renegando uma eventual realeza: só estou explicando que esta coisa de príncipe germânico não é necessariamente boa, mas eu não ousaria fazer um perfil no meu blog que não citasse esta piadinha besta tão tradicional por aqui. Mas acho que ultimamente estou mais para o outro cabeludo que vai aparecer na sua rua do que para príncipe germânico.

De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu blog. Se você é o tipo de pessoa que gosta de ler qualquer tralha por aí, então deu certo porque eu escrevo textos no estilo qualquer tralha. Se você é o tipo de pessoa que apresenta programas de auditório para donas de casa ou o tipo de pessoa que vende pirulitos de chocolate para os vizinhos, saiba que não é nada pessoal. Por fim, se você for o Ronnie Von, o Eduardo Araújo ou um dos irmãos da família Carlos, oh, quanta honra vocês por aqui!

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